Voltado para o lentigo solar, equipamento Reepot utiliza comprimento de onda de 532 nm e resfriamento vascular para tratar lesões em sessão única.
Um novo equipamento desenvolvido para o tratamento de manchas epidérmicas causadas pelo acúmulo de exposição solar começou a ser disponibilizado em clínicas dermatológicas no Brasil. Batizado de Reepot e fabricado pela sul-coreana Classys, o dispositivo a laser foi projetado especificamente para atuar sobre o lentigo solar, alteração pigmentar benigna que se torna mais visível com o envelhecimento cutâneo.
A prevalência dessas alterações é expressiva: um levantamento epidemiológico publicado em 2026 no Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology (JEADV) revelou que 31,4% de mais de 48 mil indivíduos analisados em 34 países apresentavam lentigo solar, com a taxa subindo para 33% na América do Sul. A face foi apontada como a região mais atingida em 67% dos casos, com maior incidência entre o público feminino (58%).
O funcionamento do sistema combina um laser Q-Switched no comprimento de onda de 532 nm — faixa de alta afinidade pela melanina — a uma câmera integrada que delimita as bordas exatas da mancha. A tecnologia também utiliza resfriamento por contato sincronizado que promove a redução temporária do fluxo sanguíneo local no momento da aplicação. Esse mecanismo protege os vasos e tecidos saudáveis ao redor, permitindo que a energia seja concentrada apenas no pigmento e possibilitando a resolução em sessão única em até 90% das indicações adequadas.
