Prática integrativa ganhou espaço entre pessoas que buscam bem-estar e cuidado emocional; especialista explica como diferentes essências são utilizadas e reforça que recurso não substitui acompanhamento médico ou psicológico
Nunca se falou tanto em saúde mental. Especialmente neste mês, com a campanha Setembro Amarelo, o assunto escala os trending topics nas redes sociais e até nas pausas para a conversa no cafezinho. De fato, o tema merece o topo das preocupações. Um grande levantamento global revela que a saúde mental é a maior inquietação do brasileiro. Mas você já parou para pensar que as práticas integrativas, que reúnem terapias complementares à medicina convencional, podem ser uma ajuda e tanto para quem busca bem-estar e equilíbrio?
Se a pesquisa Ipsos Health Service Report, realizada em 30 países, indica que 52% dos brasileiros acham que a saúde mental é o tema de maior preocupação, superando até mesmo o receio de receber um diagnóstico de câncer (37%), o dia a dia prova que os entrevistados têm toda razão em pensar que este é um problema com poder descomunal e comprometedor sobre todas as esferas de relações, sejam elas pessoais, afetivas ou profissionais.
Para a psicanalista e terapeuta integrativa Karina Ferrari, o Setembro Amarelo é uma oportunidade que não se deve perder de vista para falar e agir em prol da saúde mental. “Mesmo sendo uma campanha de prevenção ao suicídio, as suas ações convergem para o cuidado contínuo, em que tempo for, com a saúde mental”, afirma.
Medo, ansiedade, insegurança, tristeza, angústia estão entre os muitos fatores a sinalizar que a saúde mental não vai bem. “Nesse contexto, a terapia com florais de Bach atua no campo emocional, mental e espiritual, equilibrando padrões negativos que nos afastam dos ditames da alma, para despertar qualidades como coragem, confiança, alegria e paz. Não estamos falando em aliviar sintomas, mas sobre transformar vidas”, destaca a fundadora do Instituto Karina Ferrari de Treinamento e Desenvolvimento Humano.
Ainda sobre o foco central da campanha Setembro Amarelo, Karina ressalta que ideações suicidas devem e precisam ter acompanhamento médico e psicológico dedicado. Como tratamento complementar, ela pondera que os florais de Bach podem ajudar muito em diversas situações.
Para quem não sabe, os florais de Bach ganharam visibilidade a partir das pesquisas do médico britânico Edward Bach. Adepto da homeopatia e herbologia, lançou-se a estudos profundos sobre a relação psicossomática das emoções e aprofundou seu conhecimento nas propriedades terapêuticas de plantas silvestres. Bach descobriu 38 tipos de essências florais que apresentaram resultados promissores para a saúde.
No contexto de saúde mental, e ainda trazendo o Setembro Amarelo para os trending topics da vida real, a terapeuta integrativa destaca três essências florais.
A primeira delas é Cherry Plum. “Essa essência traz lucidez e autocontrole sobre nossos atos. Também é indicada para pessoas que têm dificuldade de conter seus impulsos”, explica.
A essência White Chestnut é auxiliar para pessoas que sofrem com pensamentos obsessivos, turbulentos, preocupantes e tormentos. “Essa essência proporciona equilíbrio, tranquilidade e organização interna dos pensamentos.”
Por fim, destaca a essência floral Larch. “Ela trabalha a conexão com a autoestima, a autoconfiança e a capacidade de acionar nosso poder pessoal. Em muitos momentos, a baixa autoestima aflora, nos colocando como seres inferiores e sabotando nossas melhores qualidades e talentos diante de muitas situações”.
Segundo Karina Ferrari, tão importante quanto considerar as práticas integrativas em situações que comprometem a saúde mental é procurar sempre a orientação de um especialista. “O bem-estar é uma busca constante que se vale de caminhos certos de cuidado para ser alcançado”, conclui.
